quinta-feira, 31 de março de 2011

quarta-feira, 30 de março de 2011

Flávia pediu pra postar pra todo mundo ver....delícia....obrigada...meu coração derrete, derrete...


ô flor!

rosa

gérbera

margarida

lírio

flor do campo

tudo quanto é flor...

repito: vc é uma floricultura inteira.

(sutilmente exagerada em encantamento)


deles...


"...a gente ia sentindo dele um arêjo de bondade, um alastro de sossego."
(Noites do Sertão-Gumarães Rosa)

de agora...


outra manhã...
alguma coisa aprendo com ela que ainda não sei...
amanheci...
ontem passou.
nem sei porque as manhãs me tocam tanto
já que sou da noite...
será que é porque são claras?
será que é porque são nasceres?
será que é porque se chamam "o antes" do que virá?
ou "o depois" do que nem sei o que fui enquanto dormia?
será que isso que sinto é saúde por dentro? tomara...
vai ver que é por que elas me acordam
e me falam ao ouvido:
"Vem, hoje tem!"

terça-feira, 29 de março de 2011

de agora...


nesses dias assim...fazer o que?
é mesmo ficar ¨entrada em mim¨
aprendendo o prazer do que há dentro
do que se constrói com o que já existe
na memória, na história
de momentos onde o calor era só o bom
onde a vontade coincidia com o real
aprendendo o sorriso dos filhos e um olhar de entrega e confiança
de uma nota afinada, de uma melodia que deu certo
aprendendo o bom de uma lufada de vento entre quatro paredes
de uma notícia boa de longe
de um suspiro de alívio
de uma flor que estava demorando pra mostrar sua cor
esperando de repente o surpeendente
esperando o amanhã com seu novo enredo

deles...


"...amor é coragens. E amor é sede depois de se ter bem bebido."
(Noites do Sertão - Guimarães Rosa)

deles...


"...esses olhos com um luarzinho cravado, luz que vinha de um longe adonde ninguém podia voltar."
(Noites do Sertão - Guimarães Rosa)

corpo dentro


Como
se
chama
o
que
cabe
no
espaço
vazio
que
um
aperto
no
peito
?

segunda-feira, 28 de março de 2011

musicando... pro GR


VEREDAS


Cheiro bom, guimba de rosa no serrado

Seco chão, o olho molha o coração

Dor sem fim, fome de amor no canto do sertão

Valentia sem vazão...


Tanto chão, seca dura do meu lado

Diadorim, amor puro encanto sim

Alma cresce, o peito dói saudade aperta,

Tempo quente sol na certa

Faz jagunço esmorecer...


Terra virgem com sede de brotar sangue e suor

Faz menino madurar e rezar

Um rosário modo de tanto esperançar

Não vender a alma em vão...


Bem sei quando o meu peito dentro dói

Água fresca há de brotar

Veredas vou encontrar

Destino é caminhar

Sei lá onde vai dar


Anoiteceu, escurece, breu, segredo em mim

Viver perigoso é, o amargo dentro está

Vigiando é que se salva ... são

musicando...


ENTRE NÓS – MANOEL


Na garupa de Manoel, se vai

Embrenhando mato à dentro, sai

Tal qual canto livre de bem-te-vi

Que soa clareza de SOL em SI


Parece que mais sou lida que leio

Que sou chuva descoberta, puro anseio

De ouvir passarinho em canção

Entoando azul, alcançar com a palma da mão


O perdido está para a sorte, aprumado

Onde o olho improvisa valor ao cisco apagado

É assim que se nasce “cacoete de poeta”

De alma florida, vontade de árvore quieta


Palavra virada ao avesso

Seduz, revigora, vontade recomeço

Aqui, “caracol quer voar”

E os “limos tentam meus pés enverdar”


Entre nós, além de nossos corações

Há todo um universo pra sempre, onde quero estar, ficar... encontrar...

musicando...


LEVE

Vem leveza, instância por hora distante

Lapidar minha pedra bruta em diamante

Flutua vontade latente, voar

Desejo é qual gota de orvalho pesar


Tal pétala livre ascendente

Sorriso no canto da boca presente

Flauta suave, doce temperança

Então amanhecendo criança


Da parte de mim que me escapa

A semente resiste apesar da aparente escuridão


Me grita, me nasce e aparece

Vem, preenche, me enlevece

É som de sussurro, brisa na pele

Movimento de bailarina, segredo de menina


Asa de borboleta, sutil melodia

Poema desatento, suavidade momento

musicando...


REENCONTRO


Vendaval, quando o arco-irisou no ar

Encontro atemporal

Vem sorrateiramente são

Presente então


Maduro é o fruto não se viu nascer

Por onde andou e renasceu

A construção dos nós, vem hoje em nós

Refaz, desfaz, vencido algoz


Solidão, saudade do que nem se sabe

Existe um lugar

Fora do tempo que contem

Caminhos soltos

Coração, é a condição tão única de ser

Reaprender

Fazendo da semente o sonho acontecer


Hoje é sol, ontem pó

Tantos laços entre nós

Continuar, imensidão

Lentamente, sem voltar... até chegar


Pratear noite profundo véu olhar

Dançar, amendoar, enfeitiçar, sorver canção

Ser guardião, se perdoar

Se encontrar até o sol raiar

Enfim... recomeçar.