segunda-feira, 28 de março de 2011

musicando... pro GR


VEREDAS


Cheiro bom, guimba de rosa no serrado

Seco chão, o olho molha o coração

Dor sem fim, fome de amor no canto do sertão

Valentia sem vazão...


Tanto chão, seca dura do meu lado

Diadorim, amor puro encanto sim

Alma cresce, o peito dói saudade aperta,

Tempo quente sol na certa

Faz jagunço esmorecer...


Terra virgem com sede de brotar sangue e suor

Faz menino madurar e rezar

Um rosário modo de tanto esperançar

Não vender a alma em vão...


Bem sei quando o meu peito dentro dói

Água fresca há de brotar

Veredas vou encontrar

Destino é caminhar

Sei lá onde vai dar


Anoiteceu, escurece, breu, segredo em mim

Viver perigoso é, o amargo dentro está

Vigiando é que se salva ... são

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