segunda-feira, 18 de abril de 2011

deles...


Quando Clarice L. diz do seu escrever:

"Escrevo por não ter nada a fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim na terra dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mais a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias."

"A palavra é o meu domínio sobre o mundo."

"Não quero ter a terrível limitação de quem vive apenas do que é passível de fazer sentido.
Eu não: quero uma verdade inventada."

"Porque há o direito ao grito então eu grito."

"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever."

"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas."

"Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio."

"Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece."

"Não se conta tudo porque o tudo é um oco nada."

"Abro o jogo! Só não conto os fatos de minha vida:sou secreta por natureza.
Há verdades que nem a Deus eu contei. E nem a mim mesma. Sou um segredo fechado a sete chaves. Por favor me poupem".

"Não me corrija. A pontuação é a respiração da frase, e minha frase respira assim. E se você me achar esquisita, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar."

mata um pouco minha vontade de tê-la conhecido, pois eu também, muitas vezes, vivo duas vidas:

aquela que cabe
e
aquela que se escreve

e isso pode!

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